sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Prometo...

…a mim mesma que não posso deixar de escrever. Aqui ou nos cadernos, na agenda ou nos rascunhos do telemóvel…tenho que registar momentos ou pensamentos. Raras são as vezes em que releio. Aliás, acho que só o faço nas agendas quando passo de um ano para o outro as datas importantes e assim vou revivendo um pouco do ano que passou. Milhares de vezes me apetece fugir das letras e rumar para um mundo onde elas não existam. Mas diz quem sabe que a minha vida está também materializada naquilo que escrevo, nas dezenas de cadernos que me acompanham há anos. Diz também quem sabe que quando escrevo é como se deixasse arrumado numa caixinha um retalho de uma manta que construirei até morrer, e onde a cor de cada letra só eu tenho o poder de escolher. Sou assim, arrumada e organizada, compulsivamente. Cada vez mais. É doentio, mas eu sou assim e lutar contra isso seria rasgar o que consegui coser até agora. Não luto. Nem pensar. Continuarei também a escrever…até que os dedos deixem de ter a força de agora e entregue tudo aquilo que vivi a quem me dá razões para sorrir.

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