quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Talvez...

Ás vezes não têm a sensação de que o tempo está a passar demasiado depressa? Que o tempo que temos não é suficiente para tudo o que precisamos e queremos fazer? Que o dia é demasiado pequeno e que as horas e os dias passam a correr?





Chego sempre ao final do dia com a sensação de que nunca fiz tudo o que precisava, de que precisava de mais horas no meu dia para fazer tudo aquilo que me tinha proposto...



Parece que tarefas, sonhos e ideias ficam sempre por concretizar de tal é a rapidez com que tudo passa e, infelizmente, parece que apenas tem tendência a piorar e sim, isso assusta-me bastante, assusta-me tanto que ás vezes fico paralisada e aí não faço mesmo nada.







Um desabafo, mais um...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A vida lá fora

- Escreve um poema.





- Não escrevo nada um poema.



- Que chata!



- Chata? Eu? Eu sou a pessoa mais paciente do mundo. Mas já fui impaciente sim. E impulsiva. Às vezes tenho saudades de ser assim.



- Com sangue na guelra?



- Sim.



- Agora já não és?



- Não. Quase nunca. Cheguei à conclusão que não vale a pena ser assim. O sumo que recolhia desses frutos nunca me matou a sede. Mais vale viver calmamente no meu cantinho, afundar-me no sofá e fechar-me ao mundo. Deixar que a vida lá fora corra a um ritmo que já não quero alcançar.



- Não queres ou não consegues?



- Talvez consiga mas não tento sequer saber se consigo ou não. Estou cansada.



- Do quê?



- Apenas cansada.

Prometo...

…a mim mesma que não posso deixar de escrever. Aqui ou nos cadernos, na agenda ou nos rascunhos do telemóvel…tenho que registar momentos ou pensamentos. Raras são as vezes em que releio. Aliás, acho que só o faço nas agendas quando passo de um ano para o outro as datas importantes e assim vou revivendo um pouco do ano que passou. Milhares de vezes me apetece fugir das letras e rumar para um mundo onde elas não existam. Mas diz quem sabe que a minha vida está também materializada naquilo que escrevo, nas dezenas de cadernos que me acompanham há anos. Diz também quem sabe que quando escrevo é como se deixasse arrumado numa caixinha um retalho de uma manta que construirei até morrer, e onde a cor de cada letra só eu tenho o poder de escolher. Sou assim, arrumada e organizada, compulsivamente. Cada vez mais. É doentio, mas eu sou assim e lutar contra isso seria rasgar o que consegui coser até agora. Não luto. Nem pensar. Continuarei também a escrever…até que os dedos deixem de ter a força de agora e entregue tudo aquilo que vivi a quem me dá razões para sorrir.

Desilusão

 É verdade que todas as pessoas nos desiludem, mesmo aquelas de quem mais gostamos. Porventura, precisamente aquelas de quem esperávamos mais. Mas a consciência da efemeridade da vida também nos ajuda a relevar, a tentar compreender e, porque não, a perdoar. Somos todos falíveis e, ainda que também haja pessoas profundamente mal-intencionadas, acredito que a generalidade de nós erra porque não sabe fazer melhor.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

As vezes...

Ás vezes páro... fico prostrada em lado algum e baixo os braços.







Muitos pensam que desisto! Outros pensam que acabou!





... e eu apenas espero que alguém me puxe!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Facto

São tantas as vezes em que quero estar sozinha e não consigo...





Como as que estou sozinha, e só quero estar contigo...

pssstt...

De que cor é o teu céu?...





E que luzes são essas que circulam à tua volta?...



...



Queres uma mão que te segure,



um abraço que te aqueça?



Não, não desapareço já amanhã...



Fico contigo enquanto viver.



... vivo até ao dia que me acabes, que te fartes de mim!







Todas as manhãs lavo o corpo com o sumo dos sonhos da noite anterior...



Todas as manhã me banho em ti, no quanto te sonhei...