quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Parvoíces, mais parvoíces e sempre mais parvoíces... e parece que a parvoíce não acaba

Sabes quando tens aquela pergunta entalada na garganta que te apetece perguntar mas sabes que não deves mesmo fazê-lo, que não têm lógica, não faz sentido, magoa, e que mesmo assim está aqui, presa. A incomodar. A pedir resposta...





Sabes?



Para uma pergunta tão parva como esta só há uma solução ainda mais parva.



Vou comer um bocado da côdea de pão para fazer descer a pergunta antes que ela salte fora.



Hoje acho que intitulo este dia como o dia dos pensamentos altamente parvos.



Preciso de férias.


"Há momentos em que todos sonhamos com uma outra espécie de amor, livre e leve, mas todos sabemos que não são essas as premissas do verdadeiro amor. Somos todos prisioneiros de um sonho ou de uma realidade, no fundo, nunca somos livres."





Talvez seja verdade. Mas juntos, temos momentos em que somos livres. E mesmo que não passem de momentos, não deixam de existir e de ser importante a sua menção.

"Saudades um do outro é algo que vamos sentir sempre, não é? Quando duas pessoas foram tão próximas como nós, e viveram essa proximidade de uma maneira única, aquilo a que tão raramente podemos chamar de intimidade, há marcas que ficam para sempre na nossa memória, sendo por isso inútil, e até ingénuo, tentar apagá-las."



Fecho os olhos e abraço-te, tu fechas os teus e sentes-te abraçado.Isto faz com que umas vezes a saudade alivie, outras vezes consegue aumentá-la.

sábado, 4 de setembro de 2010

Adeus...coração.





Acabou, não quero mais. Decididamente não quero mais. Não espero nem mais um minuto.
Não aceito mais uma espera. vou-me embora...vou mudar de vida, de casa, de rumo. vou mudar. Vou me mudar para longe, vou viajar muitos km ate te encontrar. Vou partir e vou recuperar os destroços em que te deixei. Adeus velho coração.

Re(volta)

Sei que necessitamos sempre de uma justificação para tudo, mas desta vez as justificações são mais do que dispensáveis e, por isso, não surgem.





















Já voltei e fui. Já fui e voltei.





E hoje é o dia do 'voltei'.





O do 'fui' não sei quando está para vir.







quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Eu (so)u para ti!

Se as palavras falassem,





o meu ‘ADORO-TE’ escrito por extenso e em letras grandes



faria muito mais sentido, seria mais intenso, mais denso



e teria muito mais cor na realidade…



Se as palavras deixassem passar sentimentos e intenções,



não filtrando nada mais do que opiniões,



as minha intenções seriam sempre levadas a sério



e seriam sempre mais verdadeiras



e os sentimentos seriam mais tidos em conta e menos dispersos…



Se os meus olhos parassem para dizer como se completam com os teus,



o mundo fora de nós (que nem existe)



e fora daquilo que sentimos (em sabor a dois),



ficaria vazio, submisso ao controlo de um só olhar…



Se a minha boca te pudesse buscar e rebuscar a toda a hora,



seria mais feliz, numa felicidade partilhada, concentrada em ti…



Se estas minhas palavras te aquecessem um dia o coração



como me aquecem hoje o meu, sem mais nem menos,



não teria de te procurar a cada instante que passa,



teria apenas de esperar por ti,



para que nos procurássemos ambos, em mãos, em abraços e sussurros...



Se todos os meus gestos e as minhas poucas loucuras controláveis e limitadas



fossem suficientes para te manter em volta e devolta de mim,



então a minha imobilidade e calma apoquentam-me. Preocupam-me…



Bem que o meu relógio podia andar ao mesmo ritmo que o teu,



que eu nunca conseguiria acompanhar-te o passo…



Mal de mim, se não esperasses pelo meu avanço e pelo meu abraço,



mesmo que em atrasado compasso…



Bem que as minhas mãos se deveriam atar às tuas,



para que todas as vezes que dizemos que temos de ir embora,



fossemos embora, mas juntos…



Não! Não precisas pensar se esta ou aquela fase



terá alguma coisa a ver connosco…



Não, não precisas tirar de mim as verdades absolutas



que tu tanto anseias ter como certas…



Não, não precisas roubar-me os beijos



para eu saber que afinal também tu os queres…



Não, não precisas de me perguntar



se alguma destas minhas confissões é para ti ou não…



A resposta, encontras aqui:



Eu sou para ti!

terça-feira, 2 de março de 2010

Desistir

"Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama.


Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer!"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Faz-me sonhar contigo

São dias estranhos, estes que me comem o tempo… Que me esbatem os sorrisos e o brilho dos olhos… Que me fazem acordar já cansada e adormecer cada vez menos tempo…





E tu aproveitas esse tempo para me fazer estar mais perto de ti… não me deixas acordar e entras nos meus sonhos… Fazes-me rir e chorar… Fazes-me recordar e fazer da minha vida um filme, e fazes-me vê-la em pequenos retalhos… Vou sorrindo ao ver-me ser pequenina… a não ter tamanho para abrir o frigorífico, a não ter tamanho para abrir a porta, a jogar a bola com eles e olhar para ti com ar deliciado lá longe na cadeira no jardim…



Aquele ar deliciado que punhas quando nos vias a brincar, quando nos vias a sorrir, quando nos sentias feliz… tal como tu quiseste… tal como tu nos fizeste…





Já no outro dia sonhei contigo… Tenho sonhado contigo… E acordo cansada, acordo sempre com a sensação que me vens acordar, como sempre fizeste, e como ninguém sabe fazer como tu… Acordo sempre com a sensação que se me levantar, te encontro pela casa… Acordo sempre com a sensação que me vais fazer sorrir…





É tão grande o aperto, porque sei que não estarás, que se estiveres eu não te vejo… Às vezes fecho os olhos com muita força para ver se ainda te sinto… E sinto! Sinto o vazio que deixaste, sinto a dor de ser verdade a tua partida, Sinto a falta e penso na falta que me fazes… Agora se cá estivesses, sei que me acalmavas, me dizias que ia passar e eu acreditava, sei que me ias dar força e esperança, sei que me ias fazer o bem que ninguém sabe fazer… sei que me ias proibir de pensar no mais fácil… sei que contigo eu conseguia…Sem ti não sei…





Mas obrigado por me fazes sonhar contigo! Obrigado, porque eu acredito que depende de ti… Deixa-me pedir-te que me respondas. Responde-me, mesmo que seja só nos sonhos… Responde-me… Acalma-me! Como só tu sabes… Faz-me acreditar que vale a pena tudo o que eles querem, tudo o que eu deixo fazer… Faz-me acreditar que não é castigo e que tinha que ser assim, faz-me acreditar no destino e nas vidas escritas e destinadas… Deixa-me sonhar contigo que eu quero! Não faz mal que chore, não faz mal que magoe, magoa bem mais não te ter nem que seja só nos sonhos que aconteça... Deixa-me sonhar que eu aguento o aperto da manhã!Mas mais que tudo, peço-te, diz-me o que é que eu devo dizer à mãe para a ver sorrir de novo como tu fazias… Diz-me como é que eu faço para ser igual a ti…

Momento para mim







Não há um momento certo, nem um dia marcado!



Não é pre-anunciado por qualquer sinal do exterior.



Nada nas atitudes e na paisagem é diferente do habitual! O sol não me manda recados! Seja como for, eu sinto que chegou o momento. O momento, de me sentar e escrever que chegou o momento!



O momento para mim... de me reencontrar de frente para uma folha, sem ninguém a ocupar-me os minutos, sem mais ninguém a não ser eu própria... Como no melhor dos desabafos!



Estou rodeada... Podem falar-me em voz alta! Não há proibição, podem cantar ao meu lado. Eu não darei por isso, podem ocupar o lugar vazio ao meu lado.



Pego na caneta! Parada por segundos, ouço a música do meu coração! Abro-o e partilho momentos.



Pede-me a mente que seja sensata, que podere tudo o que escrevo! Pede-me que não seja um livro aberto! Pede-me uma decisão e escrita digna.



Mas com que face escrever assim… Será de dentro para fora ou de fora com o que tenho aqui dentro?!



De repente olho, mesmo na minha frente alguém me olha perplexo, não menos preocupado que eu… sorriso timido...mas nem isso me incomoda.



Agora sou eu! Independentemente de qual tenha sido o instinto, a dor ou a angústia do meu inconsciente que me levaram a acreditar que era possível encontrar-me enquanto escrevo…

...

A tua chave está perdida, devias tentar encontrá-la. Aprendi a trazer a minha pendurada ao pescoço,onde ás vezes também ponho o coração, que tem andado demasiado fora do peito para o que seria recomendável. Sou assim,gosto de acreditar que tudo é possivel, que os meus sonhos, se forem bons para mim e o melhor para o mundo ,se possam realizar.

Diário da tua ausência

Quando estou aqui sentada, a namorar o mar e a escrever este diário por ti e para ti, porque é mesmo para ti, meu querido, longinquo e quase impossivel amor, sinto-me feliz e não me sinto só.

 Sei que a minha crença inabalável, e a minha energia amorosa e o meu desejo eterno por ti irão alcançar-te e tocar-te de alguma forma. Não me perguntes como, mas sinto que é possivel.

Gosto de acreditar que tenho o dom de tornar realidade as minhas ficções. E ,neste momento, és tu a minha bela ficção, um sonho que acalento como uma criança que cresce, sabendo que a espera será grande, será arriscada e ninguem sabe se será frutifera.

O objectivo não é o mais importante, mas sim o caminho que se percorre para alcançar.

Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazer o nosso próprio caminho.

Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás.

Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes.

Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim.

Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca , em nenhuma circunstancia, corra atras de ti, porque não posso ,não é permitido intreferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti,se assim o entenderes.

Será que sentes a mesma força?

Quero acreditar que sim, mas no fundo começo agora a sentir que não.



MRP

sábado, 23 de janeiro de 2010

Partilha









Na minha vida, e na de muita gente, as variações são constantes! E quando não são, aí sim, temos que nos preocupar.





Falo de humores que se alterem ao sabor do vento, de vontades que aparecem ou desaparecem inesperadamente, de desejos que nos fazem pensar, de amigos que desaparecem e voltam, de tudo e mais alguma coisa...



Sou uma pessoa inconstante... não sou inconstante na forma de sentir... sou inconstante na forma de o demonstrar... a maior parte das vezes fico a espera.... De quê? Que me proponham, que me incentivem, que me seduzam , ou que voltem! É errado, eu sei...



Mas tenho tido alguma sorte... E talvez devido a isso, vá voltando a sorrir! Com vontade, sem pensar, e mais ainda quando penso...







Quem me conhece sabe que adoro esta máxima: “amo a liberdade e por isso quem amo deixo em liberdade, se voltarem foi porque os conquistei, se não foi porque nunca os tive!”. Tenho tido a sorte de ir ‘conquistando’ quem deixo partir, e por isso, e por muito mais, fico muito contente quando voltam....







Porque a amizade é feita disto mesmo, de partidas e chegadas e de sentimentos partilhados, que nem mesmo a distância e a crueldade em tempos difíceis consegue fazer esquecer o que um dia se partilhou.... E se algum dia se partilhou foi apenas e só porque se confiou, se gostou, se precisou e se esteve lá...