sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cicatriz



Estou sempre a tropeçar em ti
e já não sei se ficaste mal alinhavado na minha pele
ou se és a própria costura do pensamento
que me abre os olhos de par em par para te ver partir
quando o que eu queria era fechá-los e ouvir-te chegar.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Um pouco de verdade nisto?


Hoje deixo-vos aqui algumas mensagens que uma amiga me enviou e que fazem algum sentido.
AS (BOAS QUECAS)
Há dias, esta frase tinha chamado a minha ateñção: "sexo...remédio para depressão"
E, na altura, perguntei-me se haveria sinal de maior solidão.
Que não haja ilusões.Não há nada mais fácil para uma mulher, qualquer mulher.
Nada tão igualmente acessível, pronto e disponível.
Se eu quero, quando eu quero, há sempre alguém que também quer.
Nunca foi um problema.
Mas nunca provou ser solução.
Quanto melhor a queca, se não passa disso, maior o vazio que fica depois dela.O vazio estúpido e ridículo de tudo o que é despido de importância e significado.
___________________________________________________________________
ELES E ELAS
Gosto das suas perguntas... fazem-me pensar.
E esforço-me por respondê-las... sempre com a verdade.
Às vezes, torna-se indiscreto.
Outras, sem saber, é terapeuta.
E encaminho-o para falar dele e não deles.
E dou por mim a falar de mim e não delas.
Até porque estou habituada a raramente ser como elas.
E ele talvez também seja diferente de outros eles que conheço.
E por isso falo-lhe do medo que me estrangula a loucura.
Dos sustos e dos riscos estúpidos que me sufocam imprudências.
E vemos o cinzento nas nossas palavras...As amarras a que eu me obriguei.A rebeldia que ele nunca viveu.
E invejamos quem não se prendeu.
Quem arrisca, sem medo de perder...... e que ainda não se perdeu.
Mas enquanto ele quer coragem para ser quem é...... eu só quero força para mudar quem sou...
___________________________________________________________________
TODOS OS MEUS "AMORES"...
... foram não correspondidos.
Os platónicos amores de infância.
O príncipe que me faria feliz para sempre.
Os românticos amores da adolescência.
O rapaz mais bonito da escola.
O aluno mais rebelde, o colega mais popular.
O primeiro amor.
O homem a cuja vida cheguei muito tarde...
O amor que pensei ter encontrado, afinal.
O homem que levou as minhas ilusões de amor certo.
Não conheço o amor feliz, o amor retribuído.
Mas não o digo com rancor ou amargura.
Apenas surpreendida perante a surpresa de quem, pela primeira vez, não encontrou correspondência.
___________________________________________________________________
TENS..

... me fazer sentir mulher.
Acelerar o meu coração.
Fazer-me sonhar, dar-me pesadelos.
Tens de me tornar clandestina.
Provocar-me ao ouvido, viver fantasias.
Manter-me secreta, esconderes-te comigo.
Tens de me saber especial.
Acreditar-me bastante, imaginar-me única.
Querer-me somente, exigir-me só tua.
Tens de me partir e conseguir colar cada bocadinho.
Tens de me deixar e voltar sempre para mim.
Tens de me matar e reanimar eternamente.
E tens de amar-me como eu nunca soube,
Querer-me como eu nunca quis,
Viver-me como eu nunca fiz.
Fácil...... não achas?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Porque te escrevo


Porque te penso todos os dias, sem excepção.Porque me disseram que isto é um diário.Porque sem ti, as minhas mãos vazias ficam sem nada.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sentimentos de papel

O que são sentimentos de papel?
São os sentimentos que ficam por revelar verbalmente, apenas ficando impressos no papel...
Há tanta coisa que sinto no meu coração e que não consigo expressar verbalmente e quando o faço dá merda na maioria das vezes.
Por isso opto por faze-lo mais vezes por escrito, para mim as palavras escritas têm a força da eternidade, além de ficarem impressas no papel, elas entraham-se na alma e no espírito de quem as escreve e de quem as lê.
As palavras escritas são sentimentos, são história, são cultura.
Quando escrevemos o que sentimos abrimos as portas da nossa mente e da nossa alma.
Por vezes revelamos sentimentos que não conseguimos exprimir em voz alta.
Escrever é uma descoberta acerca de nós próprios.
Escrever pode ser uma vitória ou uma derrota.
Escrevo sempre que sinto necessidade de me confessar, de me animar ou simplesmente chorar!
Tenho muitas páginas escritas com lágrimas derramadas no papel, lágrimas salgadas de dor que com o passar do tempo se transformam em manchas desbotadas e amarelas, vou saber sempre porque estão ali aquelas manchas e talvez ao reler aquelas palavras escritas, fiquem novas lágrimas, não de dor mas de agradecimento pela oportunidade de viver e sentir.
Sou impulsiva e a única maneira de controlar o que digo é quando escrevo, tenho tempo de gerir sentimentos, tenho tempo de os analisar, tenho tempo para tentar encontrar o equilíbrio entre a razão e o coração, mas mesmo assim é tão difícil, até a escrever sou impulsiva, escrevo de rajada tudo aquilo que me passa pela cabeça seja bom ou mau, bonito ou feio, racional ou irracional.
Por isso ao longo dos anos com o passar do tempo os meus sentimentos tornaram-se de papel, apenas ficam ali escritos e raramente ditos.
O vazio que ás vezes sinto na minha alma tem enchido folhas e mais folhas de papel.
A luz da nostalgia faz com que escreva e a vida ilumina o meu caminho.
Assim sou eu, alguém com sentimentos de papel...

Era ontem...

Era ontem, meu amor. Era ontem que devias ter-me beijado outra vez. Todos os dias acordo e digo isto. Que era ontem, meu amor.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

É assim que eu sou




Sabes, eu até acho importante sofrer um bocadinho.
Só assim consigo aperceber-me da intensidade das coisas boas.
Por mais que doa, vou querer saber sempre o que é ter o coração apertado, para poder entender melhor como foi bom estar feliz.
- É por já ter chorado tanto que também tenho a certeza do amor que vivi.
Sei muito bem que rocei com a mão no céu. E essa alegria ninguém me a tira.

sábado, 3 de outubro de 2009

Boca de Incêndio




Tenho saudades de matar a sede nos teus beijos inflamados.
A tua boca é um fogo que arde sem se ver...num fogo posto que sabe tão bem.

Porque os dias têm a vida que quisermos


não há muralhas maior que a vontade.

sábado, 26 de setembro de 2009

Precisava de um momento a sós




Precisava de um momento a sós comigo própria.

Precisava parar e pensar...sentir e chorar!

Estava cansada de reter as lágrimas e sorrir sem vontade.

Precisava soltar minha alma e deixar minha dor ser grito, lavando meu coração e deixando assim a mágoa sair...Misturei minhas lágrimas com a chuva.

Deixei-as percorrer o rosto sem as limpar e acabaram por se misturar ás águas do mar.

O coração falou, gritou, e chorou mas não deixou de sentir, de querer...

Apenas ficou mais aliviado...

Vontade de mudar

Hoje acordei com vontade de mudar, vou voltar a escrever.